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Relatar um erro por e-mailSimule como a inflação afeta o poder de compra do seu dinheiro. Compare cenários de poupança, CDB e dinheiro sem rendimento, com o IPCA que você informar ou uma hipótese padrão.
Novo em investimentos? Comece pela Calculadora de Juros Compostos →Em qual aplicação você quer simular o dinheiro?
Taxa: 0,6701% ao mês (0,50% + TR de referência ≈ 0,1693%) — regra vigente com Selic acima de 8,5% a.a. (Selic de 16/09/2026: 13,75%). A TR é divulgada pelo Banco Central e varia mês a mês.
Com a Selic acima de 8,5% a.a., a poupança rende 0,5% ao mês + TR (≈0,6701% a.m. com a Selic de referência). Os valores são cenários simulados, com fins educativos.
Valor líquido
R$ 11.739
isento de IR
Quanto você terá na conta ao final do período, já com o IR descontado
Valor real (corrigido)
R$ 10.749
IPCA acumulado: 9,20%
Valor líquido convertido para o poder de compra de hoje
Ganho real
+R$ 749
+7,49% real
Quanto o valor ficaria acima da inflação, já líquido de IR, neste cenário
✓ Neste cenário, o investimento supera a inflação
Com as taxas hipotéticas usadas, o valor líquido cresce 7,49% acima da inflação. Taxas reais mudam ao longo do tempo e não há garantia de resultado. Para explorar o efeito de aportes mensais, use a calculadora de juros compostos.
Simular com aportes mensais →A maioria das pessoas sabe que a inflação existe, mas poucas percebem o impacto real que ela tem sobre o patrimônio guardado. Quando você deixa R$10.000 na poupança por dois anos e o saldo aparece como R$11.200 no extrato, parece que você ganhou dinheiro. Mas se a inflação acumulada no mesmo período foi de 15%, o seu poder de compra real diminuiu — o que antes comprava um conjunto de bens, agora não compra mais.
Para ver o que de fato aconteceu com a poupança de 2020 a 2026, leia Poupança x inflação: quanto você ganhou ou perdeu desde 2020.
Esse fenômeno é chamado de rendimento real negativo: quando a taxa de retorno do investimento é inferior à inflação do período. No Brasil, isso aconteceu com a poupança em vários momentos da última década, especialmente durante os picos de IPCA de 2015–2016 e 2021–2022, quando a inflação chegou a superar 10% ao ano enquanto a poupança rendia muito menos.
O IPCA — Índice de Preços ao Consumidor Amplo — é o termômetro oficial da inflação brasileira. Calculado mensalmente pelo IBGE, ele mede a variação de preços de mais de 400 itens divididos em grupos como alimentação, habitação, saúde, transporte e educação. Qualquer investimento que renda menos que o IPCA acumulado no período resulta, na prática, em perda de patrimônio — mesmo que o número no extrato seja maior do que o que você depositou.
O dinheiro guardado "debaixo do colchão" — em espécie, em conta corrente sem rendimento, ou em qualquer aplicação de taxa zero — perde poder de compra na proporção da inflação acumulada: o valor real é o saldo dividido por (1 + inflação). Com preços 10% mais altos, R$ 1.000 compram o que R$ 909,09 compravam antes, uma perda de cerca de 9,09% (e não de 10%). É a forma mais silenciosa de empobrecer: o número não muda, mas o que ele compra diminui todo mês.
A poupança é melhor do que nada, mas historicamente tem entregado rendimento real próximo de zero — ou até negativo em períodos de inflação alta. Sua grande vantagem é a liquidez diária e a ausência de imposto de renda, mas isso raramente compensa a diferença em relação a alternativas melhores.
O CDB atrelado ao CDI — especialmente em bancos digitais, que frequentemente oferecem 100% a 115% do CDI — costuma ser a alternativa mais acessível para o investidor conservador que quer superar a inflação. Com o CDI próximo à Selic, períodos de juro alto se tornam oportunidades de construir patrimônio real. A diferença mensal parece pequena, mas ao longo de anos, por conta dos juros compostos, o impacto é substancial.
Para quem quer proteção explícita contra o IPCA, o Tesouro IPCA+ é a opção mais direta: ele contrata a variação do IPCA mais uma taxa real prefixada. Levado até o vencimento, o retorno bruto contratado é a inflação mais essa taxa, mas isso não garante ganho real líquido: há incidência de imposto de renda e custódia, e o preço oscila (pode render menos que o contratado) se você precisar vender antes do vencimento.
A ferramenta simula cenários com as premissas abaixo (taxas hipotéticas e constantes, para fins educativos). Ela não reconstrói o que aconteceu de fato em um período passado; para isso, use as séries oficiais do Banco Central e do IBGE:
| Referência | Taxa mensal | Observação |
|---|---|---|
| IPCA (inflação) | 0,37% | Hipótese padrão: 4,50% a.a., o teto da banda de tolerância (meta de 3% ± 1,5 p.p.). Não é a meta nem uma projeção — você pode informar o IPCA do período |
| Poupança | ≈0,6701% | 0,50% e TR de referência (≈0,1693%, hipótese), compostas · regra para Selic > 8,5% a.a. (set/2026) |
| CDI / CDB 100% CDI | ≈1,07% | CDI estimado em 13,65% a.a. (Selic 13,75% − 0,10 p.p.; Copom de 16/09/2026) |
| Colchão | 0,00% | Sem rendimento |
Valores de referência com a Selic em 13,75% a.a. (Copom, 16/09/2026; consultado em 19/09/2026). O CDI é estimado a partir da Selic. Consulte sempre as taxas atuais antes de investir.
Depende do período. Em cenários de inflação elevada, como 2015–2016 e 2021–2022, a poupança entregou rendimento real negativo. Em 2026, com Selic alta, a poupança bate a inflação na maioria dos meses — mas ainda fica muito atrás do CDB ou do Tesouro Direto.
Rendimento real é o ganho depois de descontar a inflação do período. Se seu investimento rendeu 12% no ano e o IPCA foi 5%, o rendimento real foi aproximadamente 6,7% (usando a fórmula correta: (1,12 / 1,05) - 1). É o rendimento real que determina se você ficou mais rico ou mais pobre em termos de poder de compra.
Ambos estão entre os produtos cobertos pelo FGC (até R$250.000 por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado, com teto global de R$1 milhão a cada quatro anos); cobertura não significa ausência de risco. A principal diferença é o rendimento: o CDB de bancos digitais frequentemente paga 100% ou mais do CDI (≈1,07% ao mês com a Selic em 13,75%), enquanto a poupança rende 0,5% ao mês + TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano. O CDB tem incidência de IR (tabela regressiva), mas mesmo assim costuma superar a poupança líquida na maioria dos prazos acima de 2 anos.
Com uma inflação média de 0,40% ao mês (cerca de 4,9% ao ano), R$100.000 parados perdem aproximadamente 38% do poder de compra em 10 anos — ou seja, valem o equivalente a R$62.000 em termos reais. É por isso que manter dinheiro sem rendimento, mesmo que o saldo não mude, é uma forma silenciosa de perder patrimônio.
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